Clientes dizem ter comprado pacotes para os litorais paulista e baiano, mas ficaram no prejuízo.

Segundo delegado, suspeita descumpriu acordo para reembolso e responde por estelionato.

Organizadora de viagens é suspeita de sumir com dinheiro de turistas em Guariba, SP A Polícia Civil investiga a uma moradora de Guariba (SP) suspeita de aplicar golpes ao vender pacotes de viagens que não se concretizaram.

O delegado Reginaldo Félix disse que a suspeita se comprometeu a reembolsar os valores aos clientes até 15 de janeiro, mas isso não ocorreu.

O caso está sendo tratado como estelionato. A técnica de enfermagem Pâmela Eugênia da Silva contou que ela e uma amiga compraram passagens para uma excursão ao Hopi Hari prevista para este domingo (26), mas leu em uma postagem no perfil da suspeita no Facebook que a viagem não vai acontecer. “Não falou nada, simplesmente sumiu das redes sociais.

Ela postou que não ia ter mais a viagem, postou que está internada em um hospital psiquiátrico, e só isso.

Toda vez que vai viajar, ela dá essa desculpa, some, fala que está doente”, afirmou. Já o motorista Diógenes Zambão disse que viajaria com a mulher, os pais e os sogros para Maresias, no litoral Norte paulista.

A viagem estava prevista para 11 de janeiro e chegou a ser remarcada para este sábado (25), mas depois foi cancelada sem explicação.

“A gente ia passear, tirar umas férias.

Frustrado, muito triste o que aconteceu.

Espero que ela reembolso os gastos, não só a passagem, porque a gente comprou roupas e outras coisas para ir.

Tenho uma criança pequena, meu menino está doido para ir”, relatou. Moradores de Guariba (SP) dizem que foram vítimas de golpe após pagamento de excursões Carlos Trinca/EPTV A dona de casa Gisele Aparecida da Silva Morais pagou transporte e hospedagem para toda a família.

O destino seria a praia da Maranduba, também no litoral Norte de São Paulo, mas na semana do Natal, em dezembro passado.

A excursão não ocorreu. “Chegou no dia, tivemos a notícia que a viagem tinha sido cancelada.

Mas, por terceiros, por ela não soubemos nada.

Uma semana depois, ela entrou em contato, pediu para não fazer boletim de ocorrência, não procurar o Procon, que estaria ressarcindo, mas isso já tem um mês.” O prejuízo da agente de desenvolvimento infantil Priscila dos Santos Ferreira chega a R$ 8,1 mil.

Ele a família compraram um pacote para passar o Réveillon em Porto Seguro (BA), mas a excursão também não aconteceu e o pagamento não foi devolvido. “Queremos apenas o que é nosso por direito.

Quero o meu dinheiro.

Eu ralo, trabalho para caramba.

Você investe em uma viagem, quer se divertir e acaba se frustrando dessa forma.

Eu me sinto lesada, enganada, virei motivo de chacota”, criticou. Moradores registraram boletim de ocorrência na delegacia de Guariba (SP) Carlos Trinca/EPTV Investigação Segundo o delegado Reginaldo Félix, a mulher foi chamada na delegacia no início de janeiro, depois que o número de boletins de ocorrência contra ela aumentou: já são mais de 20 registros.

A suspeita alegou que faria o ressarcimento aos clientes até 15 de janeiro. “Ela, realmente, compareceu e explicou que estava passando por problemas pessoais e que vários dos valores que tinham sido pagos, ela destinou para problemas pessoais, mas que depois, com o tempo, conseguiria sanar todas as pendências”, afirmou.

Como os reembolsos não foram realizados, Félix disse que instaurou inquéritos para investigar a mulher por suspeita de estelionato, cuja pena varia de um a cinco anos de reclusão.

As famílias também podem ingressar com ações civis individualmente. “Todos os boletins de ocorrência vão dar ensejo à instauração de inquérito policial para apurar a conduta criminosa, em tese, praticada por ela.

Cada vítima que registrou boletim de ocorrência e que ainda vai registrar, se transformará em um procedimento criminal”, concluiu. Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca